A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO


  • Os decretos dos reis da Pérsia: Ciro, Dario e Artaxerxes
  • A volta do exílio
  • A reconstrução do Templo
  • O rei Antíoco Epífanes
  • A degradação do Templo
  • Júpiter Olímpico deus romano ou Zeus na mitologia grega governante do monte Olímpico,
    pai dos deuses do Olimpo simbolizando poder, sucesso, prosperidade, sorte, felicidade
  • O martírio de Eleazar e dos sete irmãos e sua mãe
  • A Morte do rei Antíoco Epífanes
  • O Sermão da Montanha



Setenta semanas de anos foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua Cidade Santa a fim de que as prevaricações se consumassem, o pecado tenha o seu fim, a iniquidade se apague, a justiça eterna seja trazida, as visões e profecias se cumpram e o Santo dos Santos seja ungido.
Sabe e entende; desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Cristo, e o povo que o há de negar, não será mais seu; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a Cidade e o Santuário, e o seu fim será com uma inundação e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.
Com muitos ele fará uma Aliança que durará uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; estará no Templo a abominação da desolação; e a desolação durará até a consumação e até ao fim.

(Daniel 9:24-27)


Eu digo a Ciro: Tu és o pastor do meu rebanho, e tu cumprirás em tudo a minha vontade. Eu digo a Jerusalém: Tu serás reedificada; e ao Templo: Tu serás fundado.

(Isaías 44:28)


No primeiro ano de Ciro, rei dos persas, a fim de se cumprir a Palavra do Senhor pronunciada pela boca de Jeremias, o Senhor suscitou o espírito de Ciro, rei dos persas, e este mandou publicar em todo o seu reino, de viva voz e por escrito, esta ordem dizendo:
"Eis o que diz Ciro, rei dos persas: O Senhor Deus do céu deu-me todos os reinos da Terra e ele mesmo me mandou que lhe edificasse um Templo em Jerusalém, que está na Judéia.
Quem é dentre vós pertencente ao seu povo, que seu Deus o acompanhe, suba a Jerusalém, que fica na terra de Judá e construa o Templo do Senhor, Deus de Israel, o Deus que reside em Jerusalém.
Todos aqueles que ficarem em qualquer lugar onde habitem, ajudem-nos do lugar onde estão, com prata e ouro, com bens e com gados, além daquilo que oferecerem voluntariamente ao Templo de Deus, que está em Jerusalém."
Então os chefes de família de Judá e de Benjamim, bem como todos os sacerdotes e os levitas, principalmente todos aqueles cujo Espírito de Deus havia tocado, prepararam-se para ir reedificar o Templo do Senhor em Jerusalém.
Todos os que habitavam pelas redondezas ajudaram-nos, dando-lhes prata, ouro, bens diversos, gado, cereais e coisas preciosas, além das outras ofertas voluntárias.
O rei Ciro entregou também os utensílios que Nabucodonosor trouxera do Templo do Senhor em Jerusalém e colocara no templo do seu deus.
Ciro, rei da Pérsia, mandou-os entregar pelas mãos de Mitrídates, o tesoureiro, o qual os entregou a Sassabasar, príncipe de Judá.
Eis o número deles: trinta bacias de ouro, mil bacias de prata, vinte e nove facas, trinta taças de ouro,
quatrocentas e dez taças de prata, e mil outros utensílios.
Todos os utensílios de ouro e de prata eram em número de cinco mil e quatrocentos. Tudo levou Sassabasar quando os exilados voltaram de Babilônia para Jerusalém.

(Esdras 1)


Entre os cativos que Nabucodonosor, rei de Babilônia, havia deportado para Babilônia foram os seguintes os habitantes da província que se puseram a caminho para voltar a Jerusalém e à Judéia, cada uma à sua cidade.
Os quais vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mardoqueu, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum....

(Esdras 2:1-2a)


O total do povo reunido era de 43.360 pessoas,
sem contar seus escravos e escravas, em número de 7.337. Tinham consigo também 200 cantores e cantoras.
Possuíam 736 cavalos, 245 jumentos,
435 camelos e 6.720 jumentas.
Vários chefes de família, chegando ao Templo do Senhor, fizeram ofertas voluntárias para a Casa de Deus, a fim de que a mesma fosse restaurada.
Comtribuíram para os tesouros da obra, cada um segundo suas posses, com 61.000 dáricos de ouro, 5.000 de prata e 100 vestes sacerdotais.
Os sacerdotes, os levitas, as pessoas do povo, os cantores, os porteiros e os natineus estabeleceram-se em suas respectivas cidades. Assim todos os israelitas habitaram cada um em sua localidade.

(Esdras 2:64-70)


Tendo chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel instalados em suas cidades, todo o povo se reuniu como um só homem em Jerusalém.
E levantou-se Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos; os sacerdotes, e Zorababel, filho de Sealtiel, e seus irmãos e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na Lei de Moisés, o homem de Deus.
Reconstruíram o altar sobre as antigas bases, apesar de os povos dos países circunvizinhos lhe incutirem terror, e o ofereceram ao Senhor sobre o altar o holocausto da manhã e da tarde.
Em seguida celebraram a Festa dos Tabernáculos, como estava prescrito, e, diariamente, ofereciam holocaustos de acordo com o número prescrito para cada dia.
Depois, além do holocausto permanente, ofereceram os holocaustos que estão previstos para os Sábados e as luas-novas, para todas as festas consagradas a Javé e todos os sacrifícios espontâneos que cada um quisesse oferecer a Javé.
Desde o primeiro dia do sétimo mês, começaram oferecer holocaustos ao Senhor, porém ainda não estavam postos os fundamentos do Templo do Senhor.
Conforme a autorização de Ciro, rei da Pérsia, contrataram cortadores de pedra e carpinteiros. Deram provisões, bebidas e óleo aos sidônios e tírios para que transportassem madeira de cedro do Líbano até Jafa, por via marítima.
E, no segundo ano da sua vinda à Casa de Deus, em Jerusalém, no segundo mês, começaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e os outros seus irmãos, os sacerdotes e os levitas, e todos os que vieram do cativeiro a Jerusalém, puseram-se a trabalhar; os levitas de vinte anos para cima foram encarregados da direção dos trabalhos do Templo do Senhor.
Então, se levantou Jesua, seus filhos e seus irmãos, Cadmiel e seus filhos, os filhos de Judá, como um só homem, para vigiarem os que faziam a obra da Casa de Deus, os filhos de Henadade, seus filhos e seus irmãos, os levitas.
Logo que os pedreiros lançaram os fundamentos do Templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes ornamentados para assistir a cerimônia, com as trombetas, e os levitas, filho de Asaf, com os címbalos, para louvarem a Deus com os salmos de Davi, rei de Israel.
Entoaram ao Senhor este refrão de louvor: "Porque ele é bom, e porque sua misericórdia com Israel permanece para sempre!" E todo o povo soltou aclamações de alegria para celebrar o Senhor, por ocasião do lançamento dos alicerces de sua Casa.
Muitos dos sacerdotes, dos levitas, dos chefes das famílias e dos anciãos, que tinham visto o primeiro Templo, vendo lançar diante dos seus olhos os fundamentos deste outro Templo, choravam em alta voz; e muitos levantavam a voz, gritando de contentamento.
Era impossível distinguir os gritos de alegria dos clamores daqueles que choravam, pois todo o povo gritava em altos brados, e o eco de suas vozes se podia ouvir de longe.

(Esdras 3)


Ouvindo, pois, os adversários de Judá e Benjamim que os que tornaram do cativeiro edificavam o Templo do Senhor, Deus de Israel,
e indo ter com Zorobabel e com os chefes das famílias, disseram-lhes: "Deixai-nos edificar convosco, porque nós buscamos o Vosso Deus, do mesmo modo que vós; nós temos-lhe sempre imolado vítimas, desde o tempo de Assaradão, rei da Assíria, que nos mandou para aqui."
Porém Zorobabel, e Jesua, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: "Não convém que vós e nós edifiquemos Casa a Nosso Deus; mas nós, sós, a edificaremos ao Senhor, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia."
Então a população local começou a desmoralizar os judeus e a intimidá-los, para que interrompessem a construção.
Ganharam também por dinheiro contra eles os conselheiros (do rei), para destruírem o seu projeto durante todo o tempo de Ciro, rei dos persas, até o reinado de Dario, rei dos persas.
Sob o reinado de Assuero (Xerxes), desde os primórdios de seu governo, escreveram uma carta de acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém.
No reinado de Artaxerxes, Beselão, Mitríades e Tabeel, e os outros, que eram do partido destes escreveram a Artaxerxes, rei dos persas; e a carta de acusação era escrita em aramaico e lia-se em língua aramaica.
Depois, Reum, governador da Samaria, e o secretário Samsai, escreveram ao rei Artaxerxes, contra Jerusalém, uma carta nos seguintes termos:
"O governador Reum, o secretário Samsai, colegas juízes, legados e funcionários persas, povo de Uruc, Babilônia, Susa, ou seja, Elam,
e todos os outros dentre os povos, que o grande e glorioso Asefanar transportou, e que fez morar em paz nas cidades de Samaria, e nas outras províncias do lado de além do rio."
O texto da carta que mandaram é o seguinte: "Ao rei Artaxerxes. Saudações da parte de seus súditos que moram no lado ocidental do rio Eufrates.
Saiba o rei que os judeus, que partiram de tua terra para vir ao nosso meio, a Jerusalém, reconstroem esta cidade maldosa e rebelde, levantando os muros e restaurando-lhe os fundamentos.
Agora, pois, seja notório ao rei que, se esta cidade for reedificada e os seus muros restaurados, não pagarão mais os tributos, nem os impostos, nem os rendimentos anuais, e esta perda chegará até aos reis.
Dado que nós vivemos às custas da coroa, não podemos tolerar essa ofensa ao rei. Por isso lhe comunicamos o que está acontecendo.
Para que examines os livros das histórias de teus predecessores, e acharás escrito nos seus anais, e saberás que esta cidade é uma cidade rebelde e inimiga dos reis e das províncias, e que desde tempos antigos se têm nela excitado guerras; pelo que também a mesma cidade foi já destruída.
Nós fazemos chegar ao conhecimento do rei que, se esta cidade for reconstruída e seus muros levantados, não poderás mais conservar tuas posses do lado de lá do rio Eufrates."
O rei respondeu a Reum, o governador, a Samsai, secretário, aos outros habitantes de Samaria que eram do seu partido, e a todos os outros que moravam do lado de além do rio, dizendo: "Saúde e paz.
A carta que nos enviastes foi explicitamente lida diante de mim.
E foi ordenado por mim que se examinassem os anais, e acharam que, desde tempos antigos, esta cidade tem-se revoltado contra os reis e nela se têm excitado sedições e guerras;
em Jerusalém, houve reis poderosos que dominaram toda a região do lado ocidental do rio Eufrates, os quais recebiam também tributos, impostos e rendas.
Consequentemente, ordenai que cessem os trabalhos dessa gente, a fim de que não se construa tal cidade, até que eu dê ordens em contrário.
Vede, não sejais negligentes em executar esta ordem, não suceda crescer o mal pouco a pouco contra os reis."
Logo que a carta do rei Artaxerxes foi lida na presença de Reum, de Samsai, o secretário, e de seus colegas, foram com toda a pressa a Jerusalém, junto aos judeus, e os obrigaram, empregando a força e a violência, a cessar os trabalhos.
Foi assim que os trabalhos de construção do Templo de Deus em Jerusalém foram interrompidos, e a construção ficou parada até o segundo ano do governo de Dario, rei da Pérsia.

(Esdras 4)


Os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ado, começaram a profetizar aos judeus de Judá e Jerusalém, falando em Nome do Deus de Israel, que os inspirava.
Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a reconstruir o Templo de Deus em Jerusalém, acompanhados e incentivados pelos profetas de Deus.
Tatanai, porém, governador da região ocidental do rio Eufrates, juntamente com Setar-Buzanai e outros colegas seus, foram a eles e perguntaram: "Quem lhes deu ordem para reconstruir esse Templo e restaurar essas paredes?
Como se chamam os homens responsáveis por essa construção?"
Deus, porém, velava pelos anciãos dos judeus, que não viram obrigados a interromper o trabalho, enquanto não chegasse a Dario um relatório e ele não mandasse uma ordem oficial sobre a questão.
Texto da carta que Tatanai, governador da região do rio Eufrates, e Setar-Buzanai e seus conselheiros, os arfasaqueus, que habitavam do lado do além do rio.
A carta, que eles lhe mandaram era escrita nestes termos: "Ao rei Dario toda a paz.
Saiba o rei que nós fomos ao distrito de Judá, ao Templo do grande Deus. O Templo está sendo reconstruído em pedra talhada, as paredes são revestidas de madeira; trabalha-se com cuidado e a construção progride.
Procuramos aqueles senhores e perguntamos quem lhes tinha dado ordens para reconstruir o Templo e restaurar suas paredes.
E perguntamo-lhes também pelos seus nomes, para to declararmos, e escrevemos os nomes daqueles homens, que são os principais entre eles.
Esta foi a resposta deles: Nós somos servidores do Deus do céu e da Terra, e estamos reconstruindo um Templo que, no passado, esteve de pé por muitos anos, construído que foi por um grande rei de Israel, o qual levantou as paredes e fez o acabamento.
Mas, depois que nossos pais provocaram à ira o Deus dos céus, ele os entregou nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, o caldeu, este destruiu o Templo e transportou o povo cativo para Babilônia.
Entretanto, no primeiro ano do seu reinado, o rei Ciro promulgou um decreto, mandando reconstruir este Templo de Deus.
E o próprio rei Ciro retirou do templo de Babilônia os utensílios de ouro e de prata da Casa de Deus, que Nabucodonosor tomara do santuário de Jerusalém e transferira para o templo de Babilônia. Foram entregues a um homem chamado Sassabasar, o qual nomeou governador.
Dizendo-lhe: Pegue esses objetos, coloque-os no Templo de Jerusalém e reconstrua o Templo de Deus no mesmo lugar.
Então, pois, Sassabasar foi e lançou os fundamentos do Templo de Deus em Jerusalém e de então para cá vai-se edificando e ainda não está acabado.
Portanto, se o rei acha conveniente que sejam feitas investigações nos arquivos do rei em Babilônia, para ver se é de verdade que foi ordenada pelo rei Ciro a resconstrução do Templo de Deus em Jerusalém, que o faça e, em seguida, queira o rei transmitir-nos a sua decisão a respeito."

(Esdras 5)


Foi então que o rei Dario emitiu um dedreto ordenando que se fizessem verificações em Babilônia, na casa dos arquivos, onde os tesouros estavam depositados.
Verificou-se, então, que em Ecbátana, fortaleza da província da Média, havia um rolo onde estava escrito o seguinte:
"Memorando. No primeiro ano de seu governo, o rei Ciro promulgou o seguinte decreto: Templo de Deus em Jerussalém. O Templo deverá ser reconstruído para ser um lugar onde se ofereçam sacrifícios, e seus alicerces devem ser restaurados. O Templo terá trinta metros de altura e trinta de largura.
Com três carreiras de grandes pedras e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei.
Que também os vasos de ouro e prata, que Nabucodonosor tinha tirado do Templo de Jerusalém e transportado para Babilônia, sejam restituídos e conduzidos para o Templo de Jerusalém, para o seu lugar, e sejam colocados no Templo de Deus.
Agora, pois, Tatanai, governador da região ocidental do rio Eufrates, junto com Setar-Buzanai, e vossos companheiros, os afarsaqueus, que viveis do lado do além do rio, retirai-vos dos judeus.
Deixem o governador de Judá e os anciãos dos judeus trabalhar no Templo de Deus. Eles podem reconstruir o Templo de Deus no seu antigo lugar.
A respeito do trabalho que os anciãos dos judeus estão executando na reconstrução do Templo de Deus, ordeno que se pague tudo o que esses homens gastarem, pontualmente e sem interrupção, usando para isso as rendas reais dos impostos recolhidos na região ocidental do rio Eufrates.
Tudo aquilo que for necessário para os holocaustos do Deus do céu, novilhos, carneiros e cordeiros, trigo, sal, óleo e vinho, ser-lhe-ás dado a cada dia, sem falta, segundo a ordem dos sacerdotes que estão em Jerusalém,
para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus dos céus e orem pela vida do rei e de seus filhos.
Também por mim se decreta que todo homem que mudar este decreto, um madeiro se arrancará da sua casa, e, levantado, o pendurarão nele, e da sua casa se fará por isso um monturo.
E o Deus que aí fez habitar o Seu Nome, destrua todo rei e todo o povo que ouse modificar ou destruir o Templo de Deus em Jerusalém. Eu, Dario, dei esta ordem. Que seja fielmente cumprida."
Tatanai, governador da região ocidental do rio Eufrates, com Setar-Buzanai e seus conselheiros, conforme o que tinha ordenado o rei Dario, assim o executaram.
Os anciãos dos judeus puderam, então, levar avante a construção. Tudo correu bem, graças ao incentivo das palavras inspitradas dos profetas Ageu e Zacarias, filho de Ado. Terminaram a construção conforme a ordem do Deus de Israel e segundo o decreto de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia.
Terminaram a construção no dia três do mês de Adar, no sexto ano do reinado de Dario.
Cheios de alegria, os israelitas, ou seja, sacerdotes, levitas e outros repatriados, celebraram a dedicação do Templo de Deus.
Ofereceram, para a dedicação da Casa de Deus, cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros, doze bodes pelo pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel.
Estabeleceram os sacerdotes nas suas ordens e os levitas nos seus turnos para serviço de Deus em Jerusalém, como está escrito no Livro de Moisés.
E os que vieram do cativeiro celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês.
Porque os sacerdotes e os levitas se tinha purificado, como se fossem um só homem, todos estavam puros para imolar a Páscoa para todos os israelitas vindos do cativeiro, para os sacerdotes seus irmãos e para si mesmos.
Os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro comeram a sua Páscoa, bem como todos aqueles que tinham rompido com as práticas impuras dos povos da região e se haviam unido a eles para buscar o Senhor, Deus de Israel.
E celebraram a Festa dos Pães Asmos os sete dias com alegria, porque o Senhor os tinha alegrado e tinha mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de Israel.

(Esdras 6)


Após esses acontecimentos, sob o reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, chegou Esdras, filho de Saraías, filho de Azarias, filho de Helcias.

(Esdras 7:1)


Esdras, portanto, que era um escriba muito hábil na Lei de Moisés, que o Senhor Deus tinha dado a Israel voltou de Babilônia. O rei concedeu-lhe tudo o que ele pediu, porque a mão do Senhor seu Deus era com ele.
Com ele, vários israelitas, sacerdotes e levitas, cantores, porteiros e natineus, voltaram para Jerusalém, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
Chegou Esdras a Jerusalém no quinto mês do sétimo ano do rei.
Foi no primeiro dia do primeiro mês que ele partiu de Babilonia; e chegou a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês, porque a mão benevolente de seu Deus estava com ele.
Esdras, havia com efeito, aplicado seu coração a estudar a Lei do Senhor, a praticá-la e a ensinar em Israel as Leis e as prescrições.
Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes entregou a Esdras, sacerdote e escriba, versado no conhecimento do texto da Lei do Senhor e de suas prescrições concernentes a Israel.
"Artaxerxes, rei dos reis, a Esdras sacerdote, escriba versado na Lei do Deus do céu, saúde.
Por mim se decreta que, no meu reino, todo aquele do povo de Israel e dos seus sacerdotes e levitas que quiser ir contigo a Jerusalém, vá.
Pois foste enviado pelo rei e seus sete conselheiros, para fazer uma inspeção em Judá e em Jerusalém, e para ver como está sendo observada ali a Lei do teu Deus que tens em tuas mãos.
Levarás a prata e o ouro que o rei e seus conselheiros ofereceram espontaneamente ao Deus de Israel, cuja morada fica em Jerusalém.
E toda a prata e ouro que encontrares em toda a província da Babilônia, e que o povo quiser oferecer, e tudo o que os sacerdotes espontaneamente oferecerem à Casa de seu Deus, que está em Jerusalém,
recebe-o com liberdade e cuida de comprar com este dinheiro novilhos, carneiros, cordeiros, hóstias com suas libações e oferece-as sobre o altar do Templo do vosso Deus, que está em Jerusalém.
Com o restante do dinheiro e do ouro fareis o que parecer melhor a ti e a teus irmãos, em conformidade com a vontade de Vosso Deus.
Os utensílios que te forem entregues para o serviço da Casa do teu Deus, tu os depositarás diante do Deus de Jerusalém.
Quanto às outras despesas que deverás fazer para o Templo de Deus, tu as providenciarás por meio dos recursos que o tesouro real te fornecerá.
Eu mesmo o rei Artaxerxes, determino a todos os tesoureiros da região do lado ocidental do rio Eufrates, que tudo o que vos pedir Esdras sacerdote, escriba da Lei do Deus do céu, lhe deis sem demora,
até à quantia de cem talentos de prata, até cem coros de trigo, até cem batos de vinho, até cem batos de azeite, e o sal sem medida.
Façam extamente tudo o que o Deus do céu ordenar em relação ao seu Templo, para que a ira dele não caia sobre o império deste rei e de seus filhos.
Por fim, notificamo-vos de que não se deverá lançar imposto algum, nem tributo, nem encargos, sobre qualquer dos sacerdotes, levitas, cantores, porteiros, natineus enfim, de todos os que servem no Templo de Deus.
E tu, Esdras, segundo a sabedoria de teu Deus que te foi dada, estabelecerás juízes e magistrados para fazer justiça a todo o povo do lado ocidental do rio Eufrates, para todos os que conhecem a Lei do seu Deus. E a ensine para os que não a conhecem.
Quem não obedecer a Lei do seu Deus, que é a lei do rei, será castigado rigorosamente, com morte ou exílio, multa ou prisão."
Bendito seja o Senhor, o Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei o desejo de honrar a Casa do Senhor que está em Jerusalém.

(Esdras 7:6-27)


Quando virdes, pois, a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, instalada no Lugar Santo, - o que lê entenda.

(Mateus 24:15) Jesus



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