INSENSATEZ DA IDOLATRIA


  • Origem da idolatria
  • Consequências da idolatria
  • Os adoradores do verdadeiro Deus e os idólatras



São naturalmente insensatos todos os homens que ignoram a Deus e que, através dos bens visíveis, não chegam a reconhecer aquele que existe, nem considerando as suas obras, reconheceram quem era o Artífice.
Tomam o fogo, ou o vento, ou o ar agitável, ou a esfera estrelada, ou a água impetuosa, ou os astros do céu, por deuses, as julgam deuses, regentes do mundo.
Se eles, encantados com a beleza de tais coisas, as julgam deuses, reconheçam quanto é mais formoso do que elas o que é seu Senhor; porque foi o autor da formosura que criou todas estas coisas.
Ou, se eles se maravilharam do seu poder e das suas influências, pensem então quanto mais poderoso é aquele que as formou,
porque pela grandeza e formosura da criatura, se pode visivelmente chegar ao conhecimento do seu criador.
Esses, porém, merecem repreensão menor, porque, se caem no erro, é talvez buscando a Deus e desejando encontrá-lo.
Porquanto eles buscam-no pelo exame das suas obras, e são seduzidos pela beleza das coisas que vêem.
Mas, por outra parte, nem estes merecem perdão,
porque, se foram capazes de conhecer tanto, a ponto de pesquisar o universo, como não encontraram eles mais facilmente aquele que é seu Senhor?
Mas, são desgraçados e esperam em mortos, aqueles que chamaram de deuses a obras de mãos humanas: o ouro, a prata, artisticamente trabalhados, figuras de animais, alguma pedra inútil, a que, outrora, certa mão deu forma.
Um carpinteiro, por exemplo, serra uma árvore fácil de manejar. Depois lhe tira cuidadosamente toda a casca, trabalha a madeira com habilidade e fabrica um móvel, útil para as necessidades da vida,
e os restos daquela obra emprega-os para cozinhar a comida.
O que ainda lhe restava, não era bom para nada, não passando de madeira torcida e toda cheia de nós; contudo, ele a tomou e consagrou suas horas de lazer a talhá-la; ele a trabalhou com toda a arte que adquirira, e lhe deu a semelhança de um homem,
ou faz dele a imagem de algum animal, dando-lhe vermelhão, e pintando-o de uma cor encarnada, e encobrindo todas as manchas que nele há.
A seguir, prepara-lhe um nicho digno dele, e o coloca na parede, prendendo-o com um prego.
Toma esses cuidados para que não caia, sabendo que o ídolo não pode cuidar de si mesmo; pois não passa de uma estátua que tem necessidade de um apoio.
Entretanto logo em seguida lhe dirige orações por seus bens, casamento e filhos, não se envergonha de falar com aquele madeiro, que está sem alma;
e roga pela saúde a um inválido, e pede a vida a um morto, e invoca em seu socorro a um inútil;
para uma viagem dirige-se a quem não pode dar um passo. Para seus negócios, suas empresas, e para o bom êxito de todas as coisas, implora a quem é incapaz de tudo.

(Sabedoria 13)




Outro, por sua vez, que quer navegar e se prepara para atravessar as impetuosas ondas, invoca um madeiro de pior qualidade que o navio que o leva;
porque o desejo do lucro inventou o navio, e uma hábil sabedoria dirigiu sua construção.
Mas a tua providência, ó Pai, que o pilota, pois também no mar abriste um caminho, uma rota segura entre as ondas,
mostrando por aí que vós podeis tirar do perigo aquele que o afronta sem meios.
Mas para que as obras da tua sabedoria não fossem vãs, os homens confiam a um pequeno lenho as suas vidas, e, atravessando o mar em frágil barco, chegam a salvamento.
Assim, com efeito, quando na origem dos tempos fizestes perecer gigantes orgulhosos, a esperança do universo, refugiando-se num barco, que vossa mão governa, conservou para o mundo o germe de uma geração.
O madeiro, do qual se faz bom uso, é bendito.
Contudo, maldito seja o ídolo, porque sendo corruptível, foi considerado como deus.
Sim, porque Deus odeia tanto o idólatra como a idolatria.
E a obra será castigada juntamente com o seu autor.

Esse é o motivo por que também os ídolos das nações serão julgados, porque as criaturas de Deus tornaram-se um objeto de abominação, e um motivo de tentação para a alma dos homens, e um laço para os pés dos insensatos.



ORIGEM DA IDOLATRIA



A invenção dos ídolos foi o começo da prostituição, e sua invenção foi a perda dos humanos.
Eles não existiam no princípio, e não existirão para sempre.
Entraram no mundo por causa da vaidade dos homens, e por isso o seu fim rápido já está decretado.

Um pai aflito por um luto prematuro, tendo mandado fazer a imagem do filho, tão cedo arrebatado, honrou em seguida, como a um Deus, aquele que não passava de um morto, e transmitiu aos seus ritos secretos e cerimônias.
Esse costume ímpio, tendo-se firmado com o tempo, foi depois observado como lei.
Era ainda por ordem dos soberanos que se prestava culto às estátuas. Como os súditos que viviam longe não podiam honrá-los pessoalmente reproduziram sua figura distante, fazendo uma viagem visível do rei que veneravam. Desse modo, adulavam o ausente, como se estivesse presente.
A habilidade admirável do artista excitou este culto no espírito dos próprios ignorantes.
De fato, querendo talvez agradar ao soberano, o artista se esforçou, com sua arte, para torná-lo mais atraente do que na realidade era,
e a multidão, seduzida pelo encanto da obra, e, breve tomou por deus aquele que tinham honrado como homem.
E isso foi uma cilada para a humanidade: os homens, sujeitando-se à lei da desgraça e da tirania, deram à pedra e à madeira o Nome incomunicável.



CONSEQUÊNCIAS DA IDOLATRIA



Como se não bastasse terem errado acerca do conhecimento de Deus, embora passando a vida numa longa luta de ignorância, eles dão o nome de paz a um estado tão infeliz.
Com efeito, sacrificando seus filhos, celebrando mistérios ocultos, ou entregando-se a orgias desenfreadas de religiões exóticas.
Não conservam pura nem a vida, nem o casamento, e cada um elimina o outro por traição ou aflige-o com adultério.
Tudo está numa confusão completa – sangue, homicídio, furto, fraude, corrupção, deslealdade, revolta perjúrio,
perseguição contra os bons e esquecimento da gratidão, impureza das almas e perversão sexual, desordens no casamento, adultério e libertinagem.
Porque o culto dos ídolos abomináveis é a causa, o princípio e fim de todo o mal.
De fato, os idólatras entregam-se a divertimentos até o delírio, ou profetizam a mentira, ou vivem na injustiça, ou perjuram com facilidade.
Colocando sua confiança em ídolos sem vida, eles não esperam castigo nenhum por terem jurado falso.
Contudo, o castigo os atingirá por duplo motivo: porque eles desconheceram a Deus, afeiçoando-se aos ídolos, e porque, desprezando a santidade, juraram falso.
De fato, o que persegue sempre a transgressão dos injustos não é o poder daqueles por quem se jura, mas o castigo mesmo, que é reservado aos pecadores.

(Sabedoria 14)



OS ADORADORES DO VERDADEIRO DEUS E OS IDÓLATRAS



Tu, porém, nosso Deus, és bom e fiel, és paciente e governa tudo com misericórdia.
Porque, se pecamos, não deixamos de ser teus, conhecendo a tua grandeza; e, se não pecamos, sabemos que somos contados no número daqueles que te pertencem.
Porque o conhecer-te é justiça consumada; e o reconhecer a tua justiça e o teu poder é a raiz da imortalidade.
Pelo que não nos tem feito cair no erro a invenção da arte má dos homens, nem o sombreado duma pintura, trabalho sem fruto, nem uma figura entalhada com várias cores,
cuja vista excita a paixão de um insensato, e lhe faz amar o fantasma sem vida de uma imagem morta.
Cativados pelo mal, não merecem esperar senão o mal, os que o fazem, os que o amam e os que o veneram.
Eis, portanto, um oleiro que amassa laboriosamente a terra mole, e forma diversos objetos para nosso uso, mas da mesma argila faz vasos destinados a fins nobres e outros, indiferentemente, para usos opostos. Para qual desses usos cada vaso será aplicado? O oleiro será o juiz.
Depois, dando-se a um esforço mal empregado, com o mesmo barro modela uma divindade falsa. O oleiro tinha pouco antes nascido da terra, e logo voltará para a terra de onde foi tirado. E então Deus pedirá contas da vida que lhe tinha sido emprestada.
Todavia ele não se preocupa com esta desgraça futura, nem com a brevidade da sua vida, pelo contrário, compete com os que moldam em ouro e prata, imita os que trabalham com bronze, e se vangloria de fabricar coisas falsas.
A mente dele é pura cinza, sua esperança é mais desprezível do que a terra, e põe sua glória em fabricar objetos enganadores. E mais desprezível que o barro é sua vida,
porque não reconhece Aquele que o modelou, lhe infundiu alma ativa e lhe insuflou o espírito de vida.
O oleiro considera a nossa vida como um jogo e a nossa existência um mercado lucrativo e que importava ganhar por quaisquer meios mesmo ilícitos.
Sabe bem que peca mais do que todos outros, aquele que forma da mesma matéria terrena vasos quebradiços e estátuas de ídolos.
São, pois, todos insensatos e infelizes em extremo esses orgulhosos, que são os inimigos do teu povo, e que o dominam;

porque tomaram por deuses a todos os ídolos das nações. Os olhos desses ídolos não os ajudam a ver, nem o nariz a respirar o ar, nem os ouvidos a ouvir, nem os dedos das mãos a apalpar, e seus pés são incapazes de caminhar.
Foi, com efeito, um homem que o fez, formou-o alguém que recebeu a alma por empréstimo. Nenhum homem pode fazer um deus, mesmo semelhante a si próprio,
porque, sendo ele próprio mortal, morto é tudo o que produz com suas mãos ímpias. O homem é melhor do que os objetos que ele adora. O homem, pelo menos, tem a vida, mas os ídolos jamais a terão.
Chega-se até a adorar os mais odiosos animais, que são piores ainda que os outros animais irracionais,
que nem mesmo possuem o que os outros seres vivos possuem; bastante beleza para serem amados, e que foram excluídos da aprovação e da bênção de Deus.

(Sabedoria 15)


E a PALAVRA se fez homem e habitou entre nós...

(João 1:14a)


Então aproximou-se um dos escribas, que os tinha ouvido discutir, e, vendo que JESUS lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os MANDAMENTOS?”
Jesus respondeu-lhe: “O primeiro de todos os MANDAMENTOS é este: Ouve, Israel: O Senhor Nosso Deus é o único Senhor,
amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o Primeiro Mandamento.”

(Marcos 12:28-30)


Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso...

(Êxodo 20:3-5a)


Mas bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus.
Eu vim em NOME de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.

(João 5:42-43) Jesus


... e o NOME pelo qual se chama é a PALAVRA DE DEUS.

(Apocalipse 19:13b)


E a sua PALAVRA não permanece em vós, porque naquele que ele enviou não credes vós.

(João 5v38) Jesus


Disse-lhe JESUS: "Mulher, que tenho eu contigo?..."

(João 2:4a)


Todo homem se tornou néscio com o seu saber; envergonha-se o artífice da estátua que modelou, porque os ídolos que fundiu não passam de mentiras, e não possuem vida.
Vãs são essas obras, dignas de riso; elas perecerão no tempo do castigo.

(Jeremias 51:17-18)


Então, é melhor ser homem honrado que não tem ídolos, pois assim não terá do que se envergonhar."

(Baruc 6:72)


Aqui há sabedoria. Quem tem inteligência, calcule o número da Besta, porque é número de homem...

(Apocalipse 13:18a)



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